A tarde estava a chegar ao fim. O dia não era dos
melhores, mesmo sendo primavera. Estava frio e um vento gélido desagradável. No
entanto, decidi convencer-te a ir à praia ver o mar e, como quase sempre,
começaste logo a reclamar todo rabugento, que estava frio e que ias ter frio. Só
me consegui rir e puxei-te. Estávamos a subir para a praia quando o cheiro a
maresia me invadiu o nariz. Senti de repente um turbilhão de emoções dentro de
mim, quebrado por uma gargalhada assim que olhei para ti cheio de frio. Abracei-te
com as mãos à volta da tua cintura numa tentativa em vão de te aquecer. Minutos
depois, estávamos sentados no primeiro lance de escadas da praia, porque como é
óbvio, não desceste para não ficares com areia nos ténis tendo eu acabado por me
sentar a teu lado.
A praia estava deserta ao alcance dos nossos olhos. O mar
estava revolto e o vento teimava em soprar fazendo os meus cabelos baloiçarem. Foi
então naquele simples momento, ao olhar o sol a preparar-se para dar lugar à
noite, que me senti uma princesa! Ninguém soube nem mesmo tu, o quanto no meu
interior estava feliz. O quanto os meus olhos brilhavam. O quanto o meu coração
palpitava e, ao mesmo tempo, o quanto ele já sofria… puxei o carapuço e deixei
a cabeça cair sobre as minhas pernas, ficando assim nos segundos seguintes até
ser interrompida por ti, que me perguntaste se estava a chorar. Como sempre,
consegui fazer um sorriso, encher-me de coragem e dizer-te que não. Puxaste-me
para junto de ti e abraçaste-me. Sentia o vento a bater-me na cara que, apesar
de frio, fazia-me sentir diferente. Naquele momento, o vento parecia de alguma
forma especial, doce e enigmático, como um traço que falta a um quadro para o
definir. De repente, começamos a falar de algo que já não me lembro, mas sei
que a conversa ficou disparatada. Pegaste em mim ao colo, desceste dois degraus,
deste três passos e deitaste-me na areia. Foi aí que tive vontade de me bater. De
te enterrar a cabeça na areia. Mas levantei-me e ri-me. Voltei para junto de ti
e fomos embora porque não te queria ver-te morrer de hipotermia!
Assim que virei costas ao mar senti-me triste. Senti um
aperto e senti que o meu coração iria tornar-se vazio tal como a praia estava. Senti-me
entristecer por dentro. Senti o vento frio de novo na minha cara e senti uma
vontade muito forte de pedir àquele que em tempos me pareceu um doce vento e
que se tornava agora num sentimento de dor, que levasse tudo menos a ti!
Agora, sozinha nos meus pensamentos, peço de novo mais
que nunca a este vento traiçoeiro, que leve tudo menos a ti. E se tiver mesmo
de te levar para longe de mim, que leve também cada segundo dos nossos momentos
e que sopre intensamente junto a ti, cada vez que te esqueceres do teu valor
junto de mim e das poucas mas muito boas memórias que temos!
Vento doce que te
tornaste traiçoeiro, só te peço que se o tiveres de levar o tragas de
novo em breve, porque até a coisa mais forte que existe, precisa de ser cuidada
para continuar a viver *

Não há dúvida! Continuas a escrever bem.
ResponderEliminarSó um senão...
Cuidado com a pontuação!!!!!
Ah! E outra coisa! Vai pensando em escrever segundo o novo Acordo Ortográfico, que é a pior coisa que inventaram, mas que infelizmente temos de começar a praticar!
Beijinhos!
Muito obrigada primeiro que tudo! É verdade a pontuação continua a ser o meu calcanhar de Aquiles mas será resolvido :)
ResponderEliminarRealmente também não concordo mas pronto se tem de ser !
Repara bem na resposta que me deste.
EliminarAnaliza bem e COLOCA PONTUAÇÃO!!!!!!!!!!!!!!! :P
Transcrevo com a pontuação:
Muito obrigado, primeiro que tudo!
É verdadePONTO A pontuaçãoVÍRGULA continua a ser o meu calcanhar de AquilesVÍRGULA mas será resolvidoPONTO
RealmenteVÍRGULA também não concordoPONTO Mas prontoVÍRGULA tem de ser!
Não está melhor assim? :P
Bjs
Tem toda a razão. Muito melhor! :p
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